A eleição presidencial norte-americana de 2020
Breve resumo sobre a eleição
O dia 03 de
novembro de 2020 será o dia da eleição para o cargo de presidente dos EUA,
quarto maior país do mundo em tamanho e com população de mais de 300 milhôes de
habitantes. O país ainda é a maior potência política, econômica, cultural e
militar do planeta. Seu maior desafiante nesses campos atualmente é a China,
substituindo a ex-União Soviética nessa condição.
Disputam a
eleição o candidato republicano Donald Trump, atual presidente e que busca a
reeleição, e o candidato democrata Joe Biden. O vencedor ocupará o cargo na
Casa Branca pelos próximos 4 anos a
partir de janeiro de 2021.
Nos EUA a
eleição é indireta, ou seja, os eleitores votam nos delegados do partido do seu
Estado, que vão eleger o presidente. São 50 Estados e mais o Distrito de
Columbia, onde fica a capital Washington, e cada Estado tem o número de
delegados de acordo com o tamanho de sua população. Os Estados com mais
delegados são California (55), Texas (38), Nova York (29) e Flórida (29).
Estados menores em população como Montana, Vermont, Delaware e Wioming tem
apenas 3 delegados. O candidato vencedor de cada Estado leva todos os delegados
do Estado.
No total da
soma dos Estados, são 538 delegados, e o vencedor precisa somar pelo menos 270
delegados. Vale lembrar que nos EUA o voto não é obrigatório. O mandato é de
quatro anos, com direito a uma reeleição. Trump busca a reeleição.
Dois estados,
O Maine (4) e o Nebraska (5) tem regras diferentes para distribuir os votos dos
estados, neles o vencedor não leva todos os votos, mas como cada um deles pende
para um lado e eles tem poucos votos, eles não costumam fazer diferença nas
eleições.
Sobre os candidatos
Pelo partido
Democrata concorre Joe Biden, sendo Kamala Harris, sua vice da chapa.
Biden é
advogado e político desde a década de 1970, sendo eleito senador pelo Estado de
Delaware em 1972 e reeleito por seis vezes consecutivas. Depois foi vice
presidente dos EUA durante oito anos (2009 a 2016), nos dois mandatos de Obama.
Pelo partido
republicano concorre Donald Trump, o atual presidente e Mike Pence, seu vice,
que também é seu vice atualmente na Casa Branca.
Trump nasceu e cresceu
no Queens, um dos cinco distritos de Nova York, e é formado em Economia pela Universidade
da Pensilvânia em 1968. É um empresário do ramo imobiliário e também uma
personalidade da televisão. Durante sua carreira, Trump construiu torres de
escritório, hotéis, cassinos, campos de golfe e
outras instalações com sua marca em todo o mundo. Trump também foi dono do
concurso de beleza Miss USA entre 1996 e 2015,
fez breves aparições em filmes e séries de televisão, e apresentou e
co-produziu o programa The Apprentice, um reality show que foi transmitido
pela NBC entre 2004 e 2015. É de Trump o bordão “Você está
demitido”, marca registrada do programa.
Donald Trump é
um verdadeiro “showman”, tem uma grande facilidade para a comunicação e para o
debate, o que lhe rendeu vitórias esmagadoras nos debates e enfrentamentos com
Hillary Clinton na eleição de 2016. Trump costuma apelidar e fazer “bulling”
com seus adversários, o próprio Joe Biden ele chama de “Joe dorminhoco” por
exemplo.
A eleição anterior de 2016
Contrariando
praticamente todas as pesquisas realizadas pela grande mídia americana, que
apontava uma vitória fácil de Hillary Clinton e apontava Donald Trump como uma
zebra na eleição. Trump venceu, e ainda venceu em 10 Estados a mais que
Hillary.
Dias antes da
eleição a vitória de Hillary tinha odd 1,20 apenas, contra uma odd 5.00 para a
vitória de Trump, nas principais casas.
Mas Donald Trump venceu em 30
Estados e conquistou 304 votos, e Hillary venceu em 20 Estados + o Distrito de
Colúmbia (DC) e conquistou 227 votos. Uma diferença significativa de 10 Estados
e de 77 votos, embora Hillary tenha feito no total quase 3 milhões de votos a
mais.
A eleição de 2020
Nós vamos
fazer aqui um prognóstico do vencedor em cada um dos 50 Estados, mais o
Distrito de Columbia, e depois apontar o vencedor final. Totalizando 52
apostas.
De início
vamos falar sobre os Estados onde a vitória de um dos lados já é considerada
certa. Nesses Estados, um desses dois partidos é muito mais forte que o outro.
São os Estados
da Red Wall (parede vermelha) republicana, e da blue wall (parede azul)
democrata. Nesta eleição, 36 Estados estão nessa condição, 21 na Red Wall, e 15
mais o Distrito de Columbia (DC) na Blue Wall.
A expressão
“parede” pode ser também descrita na mídia como “muro” ou “muralha”. Aqui eu as
tratarei como Muralha Republicana (MR) e Muralha Democrata (MD).
Obs: Ao contrário do resto do mundo,
nos Estados Unidos, os Republicanos, mais conservadores e a direita, ganharam da
mídia nacional a cor vermelha como representação, e os Democratas, mais
liberais, a cor azul, no entanto os partidos não reconhecem essa representação.
Na década de 60 a mídia dividiu ambos pegando as cores da bandeira americana
apenas, sem conotações ideológicas.
Depois
falaremos dos Estados que compõem os Swing States, 14 Estados eu considero como
sendo legítimos Swing States em 2020. Aqui é onde a eleição será realmente
decidida. Também falaremos dos Estados do “Rust belt”
Na California
e em Nova York por exemplo, a vitória dos democratas é certa, juntos esses dois
já somam 84 votos para Biden, no Texas a vitória dos republicanos geralmente é
quase certa. A Flórida é um Swing State. Também é praticamente certo que igual
a 2016, os democratas somarão mais votos no total, mesmo assim em 2016 quem
venceu foram os republicanos com Trump.
A Muralha Democrata (MD)
A Muralha Democrata ou Parede Azul, é um termo usado por analistas políticos para se referir aos 18 estados, mais o Distrito de Columbia (DC), que o partido Democrata ganhou de forma consistente nas seis eleições de 1992 com Bill Clinton à 2012 com Obama, e dariam 242 votos ao Democratas no Colégio Eleitoral. Dá para adicionar mais dois Estados, New Hampshire e Novo México, onde os Democratas venceram seis das últimas sete eleições, mas são vitórias percentualmente mais apertadas neles. No total, esses 20 Estados + DC, dariam 251 votos ao partido (muito próximo dos 270 necessários).
É uma muralha forte em alguns estados chave, com vitórias certas dos Democratas, e que rende muitos delegados, como a Califórnia (55 votos) e maior colégio eleitoral do país, Nova York (29 votos), o 3º maior a lado da Flórida, e Illinois (20).
No entanto em outros Estados ela é muito mais vulnerável que a MR, a ser rompida pelos republicanos. George W. Bush a rompeu em alguns estados em 2004 e Trump também em 2016. Até republicanos que perderam a eleição conseguiram isso eventualmente.
Nas eleições de 2016, Donald Trump rompeu a Muralha Democrata em três estados que fazem parte do Rust Belt, (Michigan, Pensilvania e Wisconsin), e quase rompeu em outros dois (Minnesotta e Maine), roubando 46 votos democratas e quase tirando outros 14.
Para a eleição de 2020, a MD até perdeu alguns estados que nesse momento são considerados como Swing States. Pois apesar de eles possuírem bons scores a favor dos democratas, as eleições desse ano aponta equilíbrio de votos. É o caso de Minnesotta, Michigan, New Hampshire, Pensilvania e Wisconsin. Então pelo score de vitórias democratas, esses cinco Estados são MD, mas por causa do percentual equilibrado de votos eles são Swing States em 2020.
Os Estados da MD estão localizados em sua maioria na região nordeste do país e na região dos Grandes Lagos. Estados como Nova York por exemplo, são Estados muito urbanizados e com metrópoles muito conhecidas mundialmente, a maior parte da MD está nesta região do país, a outra parte da MD está no outro lado do país, nos três estados da costa oeste do pacífico, Califórnia, Oregon e Washington (Não confundir o Estado de Washington no extremo noroeste do país, com o distrito de Columbia onde fica a capital Washington, no outro lado do país). São Estados com bastante força econômica, política e cultural, bem como fortes com relação a mídia também, e que acabam exercendo essa força não só dentro do país, mas em todo o ocidente e restante do mundo.
Sendo assim, uma a Muralha Democrata para 2020, desidratada e sem seus Swing States fica assim:
California (55), Connecticut (7), Delaware (3), Distrito de Columbia (3), Hawai (4), Illinois (20), Maryland (10), Massachussets (11), Maine (4), Nova Jersey (14), Nova York (29), Novo Mexico (5), Oregon (7), Rhode Island (4), Vermont (3)Washington (12).
Aqui são 15 estados mais o distrito de Columbia que dão 191 votos certos aos democratas. É essa a minha aposta nestes Estados.
Sendo assim, vemos que a MD, embora maior que a MR em votos, mostra-se mais vulnerável a ser rompida pelo outro lado. Isso depende muito dos candidatos que se apresentam de ambos os lados, suas propostas, seu índice de rejeição e de seu carisma para trazer o eleitor as urnas no dia das eleições em um país onde o voto não é obrigatório.
A Muralha Republicana (MR)
A Muralha
Republicana ou parede vermelha, é composta historicamente de 24 estados, que
dão um total de 206 votos ao partido. Geralmente com boa margem de vantagem
para os republicanos, que vai de 55% até 70% dos votos em alguns estados, e também
com pouca ocorrência de Swing States, apenas dois atualmente. O desempenho
republicano nesses estados é estrondosamente avassalador nas últimas 12
eleições, sendo comum fazer scores (10/10), (9/10), (11/12) e (12/12) vitórias
a seu favor.
São Estados
localizados em todo o vasto interior do país, no Sul e Sudeste, no meio oeste,
no centro, também alguns Estados da região dos Grandes Lagos, e no Oeste do
país (com exceção dos três Estados da Costa do Pacífico).
Muitos desses
estados tem uma forte economia agrária, estando localizados dentro dos chamados
“belts” agrícolas, como o cotton belt, o rice belt, o wheat belt e o corn belt.
Existem outros belts agrícolas, mas estes quatro são os principais.
Muito do sul dos Estados
Unidos provavelmente também é seguramente republicano, já que
seis outros estados daquela região geral não votaram em um democrata desde o
sulista Bill Clinton em 1996 , e o Deep South, que está dentro do cotton belt, é
quase solidamente republicano em seus senadores e governadores.
Os dois Swing
States da MR em 2020 são Carolina do Norte (15) e Arizona (11), que juntos
somam 26 votos. Tradicionalmente eles sempre foram republicanos, mas vem sendo
ameaçado pelos democratas. A Geórgia (16) já foi considerado Swing State. Mas
hoje considera-se recuperado pelos republicanos.
Se tirarmos
fora esses dois estados e mais a Georgia (embora Trump seja favorito), a
Muralha Republicana pura para 2020 fica com 21 estados e 164 votos praticamente
certos para os republicanos. Os quais são:
Alabama (9), Alaska (3),
Arkansas (6), Carolina
do Sul (9), Dakota do Norte (3), Dakota do Sul (3), Idaho (4), Indiana (11), Kansas (6), Kentuck (8),
Louisiana (8), Mississipi
(6), Missouri (10), Montana (3), Nebraska (5), Oklahoma (7), Tenesse (11), Texas (38), Utah (6), Virginia
Oc. (5), Wyoming (3).
Como se vê,
são em sua maioria, estados com poucos votos no colégio eleitoral, o Texas com
38 votos é o maior colégio. Embora com menos votos, ela é mais forte que a MD,
sendo pouquíssimas vezes rompida pelos democratas, apenas Bill Clinton na
década de 1990 teve algum sucesso nela.
Com exceção do
Alaska, Montana e Indiana, todos os estados da muralha pertencem no todo ou em
parte ao chamado bible belt (cinturão da bíblia), ou então ao mórmon belt
(cinturão mórmon) ou a outras igrejas protestantes tradicionais que são fortes
nos EUA, como a Batista que é forte no Sul. Nesses locais a igreja cristã tem
grande importância na vida das famílias, e os republicanos são fortes por lá.
Na década de
1990, a muralha foi rompida pelo democrata Bill Clinton no Arkansas, Missouri,
Kentuck, Tenessee e Louisiana, nas duas eleições que ele venceu em 1992 e 1996,
mas logo depois ela foi recuperada pelos republicanos. Tanto que nesses 5
estados os republicanos tem um score (12/9) de vitórias, mas também um score
(5/5), o que mostra a recuperação, vencendo as últimas 5 eleições. Nem Obama
venceu por lá, Bill Clinton venceu apenas por que era daquela região, nascido
no Arkansas, um fato que lhe rendeu a vitória nesses estados naquela época.
Em 2016, Trump
venceu em todos os 24 estados da MR, levando todos os 206 votos do colégio
eleitoral e turbinando sua vitória sobre a democrata Hillary Clinton.
Apesar de
estarem sofrendo um pouco de assédio justo em seu maior colégio eleitoral, que
é o Texas, e onde os republicanos precisam começar a se preocupar para esta e
para as próximas eleições, pois não há como os republicanos vencerem qualquer
eleição se não vencerem no Texas.
Encerrando a previsão sobre a MR, eu aposto
que Trump vencerá nestes 21 Estados que ficaram, e sendo assim, ele então terá
esses 164 votos. Não será preciso mais, falar individualmente destes Estados.
Os Estados do Rust Belt
O Rust Belt (cinturão
da ferrugem) compõe-se de sete estados americanos, pegando parte do
nordeste americano e parte da região dos grandes lagos dos EUA. São eles: Indiana, Iowa, Michigan, Ohio,
Pensilvania, Virginia Ocidental e Wisconsin. Era conhecido até os anos 1970 como manufacturing belt (cinturão da manufatura), Mas a
expressão Rust Belt ganhou popularidade no país na década de 1980 em razão do declínio econômico, populacional e da decadência urbana que atingiram essa
outrora grande e poderosa região industrial, cuja economia baseava-se
principalmente na indústria pesada
dos ramos
siderúrgico, mecânico, metalúrgico, automobilístico, petroquímico, alimentícia
e textil.
Essa região sofre desde
aquela época com desemprego e migração para outras partes do país, a indústria
local perdeu protagonismo com a chegada da concorrência estrangeira, como a
concorrência japonesa no ramo automobilístico por exemplo.
Em termos eleitorais, esses
sete estados do rust belt somam juntos, 86 votos no colégio eleitoral, e
alguns deles como Iowa e Ohio são swing states puros.
O Rust Belt
foi a grande jogada e o grande segredo da vitória de Donald Trump sobre Hillary
Clinton em 2016. Aqui Trump venceu em todos os sete estados e pegou os 86
delegados para ele. Aqui Trump venceu nos dois swing states também, Iowa e
Ohio, e aqui Trump ainda rompeu a Muralha Democrata em Michigan, Pensilvania e
Wisconsin. Foi
exatamente aqui que Trump venceu a eleição de 2016.
Enquanto Hillary
estava entretida com seus discursos chatos e de alguma forma robóticos, com
suas falas parecendo ensaiadas, sempre com discurso sobre minorias. Trump
conseguiu aglutinar a classe trabalhadora do “rust belt”, e venceu prometendo
trazer os empregos de volta aos trabalhadores desta extensa região, empregos
que eles vem perdendo continuamente para os países de terceiro mundo como o
México, mas principalmente para a China.
Saindo fora do rust
belt, outro ponto chave que garantiu a vitória de Trump em 2016, foi o apoio
que conseguiu dos agricultores, grandes e pequenos nos estados onde a produção
rural é muito forte, são estados do meio oeste, centro e oeste do país que
estão dentro do rice belt (cinturão do arroz), corn belt (cinturão do milho),
cotton belt (cinturão do algodão), wheat belt (cinturão do trigo). Estados onde
os republicanos sempre dominaram, mas onde também existem muitos estados
considerados swing states, e onde Trump acabou vencendo. Obama tinha bons
acordos com estes agricultores e isso já havia sido um ponto chave das vitórias
democratas com Obama em 2008 e 2012, mas 2016 foi Trump quem conseguiu se impor
na região.
Os Swing Sates
Nas eleições
de 2020, 13 estados são colocados pelos analistas americanos como fazendo parte
dos “Swing States”, também chamados de “estados balança” ou “estados pêndulo”. Nesses
estados, o candidato vencedor em 2020, ainda é uma incógnita, a disputa é
ferrenha neles.
Destes treze
estados, seis deles se apresentam há muitas eleições como sendo “swing states”
puros, votando ora de um lado, ora de outro. São eles:
Colorado (9 votos), Flórida
(29), Iowa (6), Nevada (6), Ohio (18) e Virginia (13).
Juntos eles
somam 81 votos, como se vê, a Flórida é o maior destes colégios com 29 votos.
Iowa (6 votos)
e Virginia (13 votos), no passado até já pertenceram a muralha democrata, mas
no presente se apresentam como swing states, pois passaram a oscilar muito o
vencedor no século XXI.
Com relação as
eleições de 2016, a Geórgia (16 votos) deixou de ser swing state para os
analistas e voltou para os republicanos, e o Arizona (11 votos) que faz parte
da muralha republicana (12/11), entrou, pois está sofrendo assédio democrata a
algumas eleições. No entanto, embora favoritos, a vitória republicana na
Georgia não pode ser considerada como “favas contadas”.
Dois Estados
do Swing State, Arizona
(11 votos) e Carolina do Norte (15) historicamente pertencem a Muralha
Republicana, os republicanos venceram 9 das últimas 10 eleições na Carolina do
Norte e 11 das últimas 12 no Arizona. Mas vem sofrendo assédio dos democratas
nas ultimas eleições que estão fazendo bons percentuais de votos por lá, e
sendo assim, entraram para os swing states, a Carolina do Norte em 2016 e o
Arizona agora em 2020.
E os outros
cinco Estados do Swing State,
Michigan (16 votos), Minnesotta (10), New Hamphire (4), Pensilvania (20) e
Wisconsin (10), historicamente pertencem a Muralha Democrata, os
democratas venceram cerca de 90% das eleições somadas nesses estados desde a
década de 1980, em Minnesotta por exemplo, venceu as últimas 11 eleições, mas
na última a diferença foi de apenas 1.5%. Esses estados vem sofrendo assedio
republicano a algum tempo, e por isso que no presente eles são considerados
como swing states.
Sendo assim,
no total temos em 2020, 13 swing states, que contabilizam 167 votos que vão
decidir as eleições americanas de 2020. Eu ainda adiciono a Georgia, com 16
votos. E aumento para 14 Estados e um total de 183 votos em disputa real.
Quem vencerá nos
Swing States ?
Aqui nós vamos
fazer uma análise mais individual destes 14 estados, para poder apostar com
mais clareza e mais grau de certeza no vencedor. É daqui que sairá o grande
vencedor. Vamos rever o histórico de votações deles, mas também as últimas
tendências, dando um peso maior para as últimas eleições, e também para o fator
“rust belt”.
Dos sete
estados do “rust belt”, cinco estão como Swing States agora, sendo três vindos
da MD. O que é muito interessante e ajuda Trump novamente como ocorreu em 2016.
SWING STATES PUROS
Colorado (9 votos): Embora no Swing State, vem assumindo
tendências de voto nos democratas. Se até Hillary com pouquíssimo carisma entre
seus eleitores conseguiu vencer aqui na eleição passada, fica mais fácil
apostar em Biden. (vencedor:
Joe Biden)
Flórida (29): É o Estado com mais votos dentro dos Swings
States, Obama venceu em 2012 e Trump em 2016. Aposto que mais uma vez o voto
dos latinos legalizados e dos eleitores mais idosos em favor de Trump, fará a
diferença novamente. (vencedor:
Donald Trump)
Iowa (6): Está na fronteira do rust belt. Já foi democrata
no passado. Aguarda mais um mandato de Trump para refortalecer economicamente a
região. (vencedor: Donald
Trump)
Nevada (6): É vizinho da Califórnia, que é fortemente
democrata. Se Hillary conseguiu vencer lá em 2016, fica mais fácil apostar em
Biden aqui. (vencedor: Joe
Biden)
Ohio (18): Outro Estado do Rust Belt fortemente impactado
pelas crises da região desde a década de 1980, é um Estado que vem apontando
crescimento republicano a cada eleição. Aposto que Trump vencerá aqui de novo. (vencedor: Donald Trump)
Virginia (13): Se Trump não rompeu a Virginia em 2016 contra
Hillary, não vai vencer agora. Trump não vai romper nenhum Estado novo em
relação a 2016. Onde Hillary venceu em 2016, Biden também vencerá: (vencedor: Joe Biden)
SWING STATES PROVENIENTES DA MR
Arizona (11 votos): Outro Estado da MR com score (11/12) que
sofre assédio democrata. Trump venceu lá em 2016 por 4.2% de vantagem. (vencedor: Donald Trump)
Carolina do Norte (15): É um Estado da MR com score (9/10),
embora sofra assédio democrata que o leve para os Swing States. (vencedor: Donald Trump)
Georgia (16): As pesquisas apontam que os republicanos
voltaram a ter força no Estado e que a Georgia volta com afinco a MR. (vencedor: Donald Trump)
SWING STATES PROVENIENTES DA MD
Michigan (16 votos): Faz parte do Rsut Belt, já foi da MD,
mas está se tornando republicano, e Trump venceu aqui na eleição passada. (vencedor: Donald Trump)
Minnesotta (10): É um Swing State vindo da MD, e Hillary
venceu aqui na eleição passada. (vencedor: Joe Biden)
New Hamphire (4): Igual a Minnesotta, vem da MD e Hillary
venceu. (vencedor: Joe Biden)
Pensilvania (20): O
descontentamento da classe trabalhadora de baixa escolaridade com os
democratas, aliados ao plano de Trump para trazer as empresas de volta ao Rust
Belt, ajudou Trump a vencer a insossa Hillary em 2016 por apenas 1.1% de
vantagem. Mas sempre foi democrata no passado com um score (6/7) para eles.
Aqui Biden recupera para os democratas. (vencedor: Joe Biden)
Wisconsin (10): Outra vitória de Trump em 2016 num bastião
democrata, e da MD também com score (6/7), por apenas 1.3% de vantagem. Fica
mais fácil Biden recuperar. (vencedor:
Joe Biden)
Conclusão de vitória nos 14 Estados do
Swing State:
Depois de
diversos fatores analisados, entre eles, o vencedor em 2016, a tendência de
votos do passado baseadas nos scores, se no caso já pertenceu a MR ou a MD ou então
é um swing state puro, a tendência de votos para o presente e futuro, a
localização geográfica e econômica deles, principalmente envolvendo a questão
do Rust Belt.
Podemos
concluir que, dos 14 Estados listados como Swing States, Trump vencerá em 7 deles
e conseguirá mais 111 votos neles. Biden vencerá nos outros 7, mas conseguirá
72 delegados.
O grande vencedor da eleição EUA 2020
Resumo final
Em 2016, Trump venceu em 30 Estados e conquistou 304 votos,
e Hillary venceu em 20 Estados + DC e conquistou 227 votos. Uma diferença
significativa de 10 Estados e de 77 votos, embora Hillary tenha feito quase 3
milhões de votos a mais.
Para 2020:
Trump vencerá nos 21 Estados da
Muralha Republicana (MR) pura, e tem aí 164 votos.
Biden vencerá nos (15 + DC)
Estados da Muralha Democrata (MD) pura, e tem aí 191.
Temos aí 36 Estados + DC com
vitórias mais óbvias, e uma vantagem democrata de 27 votos.
Nos 14 Estados restantes que são
Swings States, Trump vencerá em sete Estados e pega 111 votos. Biden em outros
sete Estados e pega 72 votos.
Resultado final:
Trump vence em 28 Estados e
consegue 275 votos. Biden vence em 22 Estados + Distrito de Columbia (DC) e
consegue 163 votos. Diferença de apenas 12 votos
Donald Trump será reeleito
presidente do Estados Unidos da América.
Vencedor da eleição presidencial EUA 2020: Donald Trump @ 2.75
(bet365)
Para apostar no vencedor de cada
um dos 50 Estados + DC, basta ver a análise feita na MR, a MD, e nos Swing
States.
Os vencedores nos Swing States
também estão apostados lá. Existem muitos fatores que fizeram eu determinar
cada vencedor nos Estados dos Swing States, no caso: O histórico de eleições
deles, a tendência de votos deles, para qual parede ele está mais próximo,
também a questão dos Estados do “Rust Belt”, também o andamento da economia
americana até antes da pandemia do Covid-19. Mas o principal é, onde Hillary
venceu em 2016, Biden também vencerá em 2020 porque ele é melhor e menos
insosso que Hillary. Trump vai manter a maioria dos Estados que venceu em 2016,
mas não todos, Biden vai recuperar a Pensilvania e o Wisconsin, e por isso a
vitória de Trump vai ser mais apertada dessa vez.
Sobre as odds nos Estados
As odds dos
Estados da MR (red wall) e da MD (blue wall) são todas sempre muito baixas para
o vencedor, e na maioria dos casos nem vale a pena pegar o azarão com odd alta
porque simplesmente não vai acontecer. Apostar no vencedor nesses Estados nunca
foi interessante.
Algumas odds
dos 14 Estados do Swing States derreteram nos últimos dias após a realização de
pesquisas de voto pela imprensa norte-americana, essas pesquisas são feitas a
todo o momento.
Aqui sim é
interessante acompanhar diariamente a variação das odds, qualquer odd abaixo de
1.50 obviamente não vale a pena nunca. A partir de 1.50 vai depender de todo o
histórico e análises naquele Estado. O melhor é pegar odds de 1.80 a 2.20 que
estejam variando muito por causa das pesquisas de opinião, sempre analisando
quem vai vencer de acordo com a análise e o histórico do Estado, que foi feito
aqui.
Nilo Neto, brasileiro,
graduado em História e Administração, faz prognósticos de eleições políticas nacionais
e internacionais desde 2016.
Para
prognósticos ainda mais apurados sobre os Estados: +55 55 991005114 (telegram/whatsapp)
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